O documentário "O que mudou nos últimos 5 anos" foi realizado pela HOTWords e tem como tema as grandes transformações vividas pelo mercado da comunicação nos últimos 5 anos. Fazendo assim uma retrospectiva e uma análise dos principais acontecimentos dessa revolução tecnológica, a partir das entrevistas de personalidades envolvidas nesse mercado.

Patrocínio e idealização: HOTWords
Produção e direção: Estilingue Filmes

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Aplicativo permite aplicar filtros a fotos e compartilhá-las em redes sociais.
Programa é gratuito e já pode ser baixado.


Do G1, em São Paulo

03/04/2012 14h25 - Atualizado em 03/04/2012 17h23


Telas da versão do Instagram para o Android (Foto: Divulgação)Telas da versão do Instagram para o Android (Foto: Divulgação)





































A equipe que cuida do Instagram, aplicativo que permite aplicar efeitos a fotos e compartilha-las em redes sociais, anunciou nesta terça-feira (3) que o programa está disponível aos usuários de Android, sistema operacional do Google (acesse a página do Instagram no Google Play). Anteriormente, apenas usuários do iOS, dos aparelhos da Apple, podiam usar o aplicativo.
“Trabalhamos incansavelmente para fazer desse aplicativo para Android algo de primeira classe”, diz o comunicado divulgados pela empresa. “O programa para Android traz uma experiência muito familiar a do iOS com o Instagram. Você encontrará os mesmos filtros e a mesma comunidade.”
Os usuários do Instagram no Android têm quase todas as funções dos de iOS, com exceção de ferramentas como o "blur", que deixa algumas partes da foto fora de foco. O modo de seleção das fotos que receberão os filtros também é diferente --mudou a escolha entre uma imagem da galeria de fotos e uma feita na hora.
De acordo com a companhia, já são 30 milhões de usuários do Instagram –até então, apenas donos de aparelhos com iOS. Recentemente, o Instagram anunciou um acordo com um de seus maiores concorrentes, o Hipstamatic. Com a mudança, o usuário poderá fazer uma foto com o Hipstamatic e, em seguida, exportá-la para a rede do Instagram com apenas um clique.
No Brasil, os aparelhos com Android representaram 50% das vendas realizadas em 2011, segundo pesquisa divulgada pela consultoria IDC. Um estudo da Nielsen mostrou que três em cada cinco novos smartphones vendidos no Brasil no quarto trimestre de 2011 funcionavam com o sistema do Google.


por Alexandre de Santi
Editora Globo
Saiba como usar a ansiedade a seu favor em diversas situações inquietantes
Antes de ganhar status de inimiga, a ansiedade é um sistema de proteção que prepara o corpo para os desafios do horizonte. É como um alarme: ao ser disparado, nos convoca a tomar uma atitude. E o segredo para evitar que a ansiedade passe de aliada para inimiga está na definição da atitude a ser tomada.
Você pode sair correndo ou pegar uma lanterna para investigar porque o cachorro não para de latir. Para lidar com a ansiedade, dizem os especialistas, é preciso aprender a ouvir o alarme e interpretar suas mensagens. Afinal, o cachorro pode estar latindo por uma série de razões: porque viu um gato, porque os cães da vizinhança estão latindo ou porque um ladrão invadiu o jardim.
Agir de acordo com o momento pode salvar você dos efeitos nocivos da ansiedade. Confira sugestões de como lidar com situações que costumam nos deixar ansiosos:

EM PROVAS
Depois de meses de preparação, tudo pode ser decidido em um conjunto de horas em que você terá que lembrar de conteúdos acumulados há anos. Hoje, estudantes encaram o Enem e o vestibular. Trabalhadores fazem testes para novos empregos e testam seus conhecimentos em concursos públicos. Se a ansiedade tomar conta, pode bloquear o pensamento e colocar tudo a perder. Mas a vontade de fazer bonito também pode ser usada ao seu favor – desde que você respeite os limites do seu corpo.

Como aproveitar o estado de alerta
Antes do vestibular, do Enem ou de um concurso público, não se pensa em outra coisa. Em vez de chatear a família com o tema, procure colegas que estão na mesma situação para estudar. É provável que o companheiro de prova esteja passando pela mesma ansiedade, e vocês podem unir forças para repassar as matérias. O foco na prova pode fazer com que você evite as baladas nos últimos dias e guarde energias para o grande dia.

Como evitar que ela atrapalhe
Às vezes, diante de um grande desafio, ficamos nervosos e acabamos descontando a tensão em quem está por perto. Discutir com os pais ou com o namorado nesses momentos cria uma situação emocionalmente negativa nas vésperas da prova – e seu ânimo e sua autoestima vão ficar abalados. E de nada adianta virar a noite estudando e dormir pouco. A falta de sono pode provocar distração, aparência cansada e lapsos de memória – inimigos de qualquer candidato.

EM PÚBLICO
Quem não tem medo de fazer papel de bobo diante da plateia? Além de lidar com a ansiedade que antecede o evento, ainda temos que evitar que as consequências físicas da excitação levem você ao vexame. Dominar o texto da peça, por exemplo é uma medida crucial para lidar com a ansiedade diante do público. Mas os cuidados não podem parar por aí. Agir contra os efeitos da ansiedade podem garantir autoconfiança e ajudam a reforçar a nossa capacidade de realizar as tarefas.

Como aproveitar o estado de alerta
Aprenda a transferir a excitação para uma boa entonação da voz e para reforçar os gestos. “Interpretar a ansiedade como um fator positivo pode até melhorar a performance. Artistas, por exemplo, canalizam essa ansiedade na tensão do gesto ou da voz para criar um momento mais dramático”, argumenta Ana Maria Rossi, presidente da ISMA (International Stress Management Association no Brasil).

Como evitar que ela atrapalhe
Exagerar na preparação também pode ser um problema. Lembre-se daquele gerente que, na tentativa de causar uma boa impressão para os chefes, levou papéis demais para a reunião e se perdeu nos números. Carregue só o necessário e faça anotações para evitar confusões. Se você costuma suar muito em apresentações, tome água e use uma roupa que lhe esconda manchas que podem lhe colocar numa situação embaraçosa.

NAS ANGÚSTIAS PESSOAIS
Às vezes, sofremos em silêncio diante de situações importantes, como às vésperas do casamento, do nascimento do primeiro filho ou durante a doença de alguém querido. Mesmo que você sinta os mesmos sintomas da ansiedade que antecedem uma apresentação em público, as estratégias para encarar estes momentos são diferentes. Fuja dos pensamentos negativos. Falar com amigos, dividir a angústia e se distrair são boas estratégias para evitar que a nossa mente fique repassando as previsões pessimistas em looping. “Quando a pessoa sentir que não tem controle sobre o seu nível de ansiedade é porque ela pode disparar, deixando a pessoa muito assustada e comprometendo o seu desempenho”, alerta Ana Maria.

Como aproveitar o estado de alerta
Use a energia extra da ansiedade que antecede o seu casamento para participar dos preparativos. Você está esperando a resposta de um novo emprego e não consegue ficar quieto? Aproveite para arrumar o armário ou uma faxina. Está preocupado com os efeitos que uma nova situação vai provocar na família? Canalize a ansiedade para se antecipar aos problemas e conversar com os envolvidos.

Como evitar que ela atrapalhe
Técnicas de relaxamento e respiração acalmam e ajudam a controlar a ansiedade. Lembre-se de praticá-las regularmente – não é logo antes de uma situação crítica que elas vão te salvar. E conte com os amigos para desabafar. Além de ajudarem dissipar a ansiedade, eles podem oferecer um ponto de vista diferente que pode ajudar a desviar os pensamentos negativos.

NO ESPORTE
Em um segundo, anos de preparação e sacrifícios podem escorrer pelo ralo. A ansiedade pode colocar tudo a perder nas competições esportivas, mas também pode ajudar a impulsionar a agressividade, por exemplo, uma reação física que pode ser útil na disputa pela medalha. Você pode usar a agressão para dar um gás nos últimos minutos da corrida, ou para derrubar o adversário, que acaba de roubar sua bola. Segundo a vice-presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte, Luciana Ferreira Angelo, a agressividade no ambiente esportivo pode ser positiva ou negativa. A agressão está totalmente vinculada à ansiedade, diz Luciana, porque ela é uma expressão do domínio dos instintos. O acompanhamento de um técnico que auxilie no treinamento, em todas suas fases, é crucial para manter um objetivo claro e saber das etapas que serão enfrentadas.

Como aproveitar o estado de alerta
A ansiedade coloca mais energia à disposição do corpo. Mesmo que você não seja um atleta, esses momentos de angústia podem servir de incentivo para sair de casa e fazer exercício. No caso dos atletas, reconheça que os dias que antecedem uma grande competição não iguais aos demais. Uma final de Copa do Mundo vale mais do que um amistoso. Nesses momentos, treinadores podem usar o estado emocional aguçado do atleta para reforçar sentimentos positivos relacionados à vitória – clubes de futebol costumam mostrar vídeos motivacionais com imagens de familiares antes da grande final. A atenção extra ajuda a repassar táticas.

Como evitar que ela atrapalhe
Se você estiver ansioso com algo, você corre o risco de perder a cabeça com os companheiro do futebol semanal. Não é por acaso que técnicos costumam proibir entrevistas antes das grandes partidas. Com os sentimentos à flor da pele, o jogador pode se atrapalhar nas palavras e fornecer munição para o adversário. Também cabe ao preparador físico preparar o atleta para evitar que ele gaste muita energia nos minutos iniciais da competição, vitimado pela ansiedade excessiva, prejudicando o desempenho ao longo da disputa.

OLÁ GALERA, DEPOIS DE UM LONGO PERÍODO DE FOLGA DAQUI DO BLOG, VOLTO COM UM TEXTO MUITO BOM, QUE FALA O QUE SEMPRE PENSEI E TEM TUDO A VER COM A MINHA FORMAÇÃO ACADÊMICA. 
O TEXTO É DO SITE PEQUENO GURU E SE ENCONTRA AQUI.

BOA LEITURA!  ->



Quanto mais se fala em encantar o cliente, parece que mais difícil se torna. Seguindo a teoria da seleção natural de Darwin, os clientes ficaram muito exigentes, sensíveis e conhecedores do assunto. O jeito mais óbvio de encantar o cliente é criando um produto único, revolucionário e que supere as expectativas das pessoas — algo como o iPad. Mas não preciso dizer que esse é um dos objetivos mais difíceis e caros de se atingir no mundo dos negócios, preciso?
No entanto, tem uma coisa que toda empresa — de qualquer tamanho — pode fazer: tratar bem o cliente; satisfazendo suas necessidades e resolvendo seus problemas. Em uma palavra: humanização. Gary Vaynerchuk  criou um termo que define muito bem isso, “Thank You Economy” (A economia do obrigado) é a época de empresas descerem do pedestal e tratarem clientes de igual por igual. É hora de retribuir, trabalhar pelo cliente (e não pelo dinheiro dele) e ser grato por sua atenção.
Nesse aspecto, os brasileiros estão anos-luz atrás dos americanos. Empresas como Amazon, Zappos, Trader Joe’s, Patagonia e Starbucks tornaram-se cases mundiais de como encantar o cliente, tratando ele de igual para igual. Isso significa que, quando alguém fala com você, você responde; quando lhe pedem algo, você faz de tudo para atender; e sempre diz a verdade. A receita de sucesso dessas empresas é incrivelmente simples e não requer investimentos milionários, apenas muita força de vontade, valores bem definidos e gosto por pessoas.
Aqui vão 3 dicas rápidas para encantar o cliente que podem ser aplicadas em qualquer negócio, de um restaurante a kilo a uma fábrica de eletroeletrônicos. Antes de falar sobre elas, eis uma dica muito importante que vai afetar o resultado de todas: o cliente é muito mais suscetível na 1ª vez.
Se a primeira experiência for ruim, será preciso se desdobrar para apagar a imagem negativa. A boa notícia é que experiências negativas escondem as melhores oportunidades para ganhar o coração do cliente, mas isso é assunto para outro post.


1. Faça amigos, não clientes.

Amigos dão mais importância à satisfação do que ao dinheiro. O bom vendedor não é o que faz o cliente sair da loja de sacola nas mãos, mas o que faz o cliente voltar com um sorriso no rosto. Tão logo a empresa quebre o gelo da relação empresa-cliente, melhores serão os frutos.
Felizmente, isso tem melhorado. É cada vez mais comum um vendedor falar para o cliente que determinado produto não vai atender às necessidades dele, aí entra a história de “perde-se um cliente, mas não o amigo”. Se a sua loja não tem o que o cliente procura, a melhor coisa fazer é ser honesto e sem cara feia. Com certeza, na próxima vez que ele precisar ele irá pensar na sua loja primeiro — e, se você aprendeu a lição, terá o que ele deseja.
Ter amigos significa saber o que eles gostam e oferecer em toda visita. Significa não se importar de levar um não, pois tem a segurança de que fez o que pode. Trate o cliente como um amigo de longa data que o visita raramente, dê a ele a melhor cadeira, sirva um café e ouça o que ele tem a dizer. O seu objetivo é deixá-lo feliz (porque ele também lhe deixa) e tornar suas visitas mais frequentes. Tem uma frase no meu livro favorito de negócios —Relevance — em que um empresário americano diz: “Felicidade é realmente uma questão de entender o que os clientes estão procurando e entregar.”
Aqui está um segredo: você não vai conseguir fazer isso se não tratar seus funcionários da mesma forma. Howard Schulz da Starbucks criou uma das mais encantadoras experiências que se pode ter em uma loja tratando seus funcionários como parceiros de verdade (não da boca pra fora); ouvindo, dando autonomia, oportunidades de crescimento e criando um ambiente de trabalho divertido e humano.

2. Lide com os problemas de forma rápida e pessoal.

Há algum tempo atrás eu cheguei à conclusão de que os consumidores de uma forma geral não esperam mais por um bom atendimento. As pessoas estão se tornando auto-suficientes, não exatamente porque elas queiram, mas porque elas não confiam nas empresas. Da mesma forma, elas têm sido implacáveis ao expressar sua indignação com produtos, serviços e o mau atendimento.  Se não bastasse perder um cliente, hoje elas perde uns 5 de uma vez só, porque nenhum cliente guarda para si a sua revolta de um produto que não funciona ou uma promessas não cumpridas. Pelo contrário, eles falam para seus amigos, parentes e, não bastante, para toda web.
Fato 1: problemas podem ser convertidos em encantamento.
Fato 2: agilidade é um fator crucial.
Estudos indicam que se a empresa resolver o problema em 24 horas (ou pelo menos responder), a imagem da empresa não é afetada. Mas isso piora drasticamente a cada dia sem resposta.
Quando um cliente reclama, ele não está apenas desabafando ou tentando resolver um problema cujo único culpado é a empresa; mas ele está dando uma oportunidade de ouro para ela apagar a má impressão. E como nenhuma empresa faz, a que fizer irá conquistar o cliente de vez. Isso porque, nesse momento, o cliente está com expectativas muito baixas, e é possível superá-las apenas resolvendo seu problema e entregando algo a mais pelo transtorno. Mas rápido!

3. Obsessão por detalhes.

Quer realmente ter diferenciais? Capriche nos detalhes. Pode não parecer, mas os clientes reparam em tudo — e o pior, comentam. Encantar tem tudo a ver com surpreender, e os detalhes são uma das melhores maneiras para isso.
Empresários, gestores e consultores estão tão focados em coisas macro que não costumam ter tempo para os detalhes. Mas se tem alguém que se importa com os detalhes são os clientes. Além disso, fazer o que eles não esperam é uma ótima oportunidade de encantar o cliente.
Detalhes demonstram que a empresa se importa com o cliente e que ama o que faz. Criar detalhes é importante, . Criar algo novo é tão difícil hoje em dia, os produtos têm praticamente os mesmos recursos, os serviços funcionam quase da mesma maneira, que um dos poucos jeitos de encantar o cliente é cuidando dos detalhes. Além de criar, deve-se estar atento para manter. Empresas tendem a piorar a cada dia em vez de melhorar, é comum vermos empresas que são ótimas nos primeiros meses, mas que vão perdendo qualidade com o passar do tempo. Isso se chama acomodação, e detalhes requer o oposto, paixão.
Quando o assunto são detalhes, relevância é a palavra-chave. Cada detalhe deve contribuir um pouquinho para criar uma experiência positiva para o cliente. Talvez seja difícil para gestores enxergarem o que pode ser melhorado na sua querida empresa, mas basta se colocar no lugar do cliente, passear pela empresa todos os dias e conversar com os funcionários  que as ideias surgirão, apenas não menospreze os detalhes.

POR SYLVIO RIBEIRO
Marcello Chamusca*

Imagem conceitual de homem olhando para o horizonte
Falar de relações públicas no contexto contemporâneo implica inicialmente em observar a evolução histórica da profissão, que está vinculada a questões simbolicamente negativas, e que acaba refletindo, até hoje, na percepção de uma parte da sociedade sobre a atividade.
Provavelmente, a falta de reconhecimento ou até mesmo a visão equivocada que alguns empresários têm da atividade, que liga o profissional de relações públicas ao apagador de incêndio ou ao maquiador da organização perante a opinião pública, se dá graças às atitudes e comportamento dos próprios profissionais da área, que colaboraram com a difusão de uma atividade que não inspira credibilidade e que não tem valor no mercado para quem não tem o que esconder ou disfarçar.
Sabemos que o mercado de trabalho para todas as áreas é seletivo. É preciso ser competente para conseguir sobreviver. Talvez seja por isso que profissionais incompetentes se escondem atrás de argumentos que denigrem a atividade para amenizar a sua desqualificação profissional.
O mercado de relações públicas na atualidade é cada vez mais crescente e aberto, dado a sua abrangência de atuação. O profissional pode atuar com planejamento, gestão de eventos, de crise, auditoria, ouvidoria, assessoria de imprensa, comunicação comunitária, dentre muitas outras possibilidades.
Isso tem sido o nosso bem e o nosso mal, pois, se por um lado o mercado é amplo, por outro torna a percepção da sociedade muito dispersa e termina que a maioria das pessoas tem uma noção do que seja a profissão, mas não a sua dimensão completa.
Isso também cria alguns campos minados para a profissão, em que profissionais de outras áreas disputam espaço no mercado de trabalho, disputando competências. Exemplos disso são as Assessorias de Imprensa e a disputa irracional com os colegas jornalistas; a Comunicação Interna, com os profissionais de RH; atendimento, relações com clientes e outros públicos externos estratégicos, com os capacitados em marketing; eventos com os turismólogos e cerimonialistas, dentre outras muitas disputas e brigas por espaços, que entendo ser totalmente descabidas.

Um ponto positivo no momento contemporâneo é o crescimento de vagas em concursos para a área e com salários compatíveis. Além disso, surgem muitos nichos de mercado a serem descobertos.
O professor Roberto Porto Simões fala de 'mercados ocultos'. São espaços que estão abertos, mas que não possuem o nome específico de relações públicas. Estão sendo ofertados com outros nomes como assessoria de imprensa, atendimento, captação de recursos, eventos, gestão de crise, lobby, ouvidoria, pesquisa, gestão de imagem, relações institucionais, comunicação empresarial, comunicação organizacional, marketing cultural, social, político, dentre outras possibilidades.
É necessário que o profissional da área enxergue esses 'mercados ocultos', que possuem funções compatíveis com a sua área de formação e se apropriem desses espaços que estão abertos para profissionais competentes. Percebe-se que hoje em dia, empregos com carteira assinada e todos os benefícios garantidos estão cada vez mais escassos. Contudo, para o profissional competente, não falta trabalho.
Hoje, os melhores espaços e oportunidades surgem para o profissional empreendedor, que tem iniciativa e, muitas vezes, entende que montar a sua própria empresa pode ser a melhor maneira de aproveitar as oportunidades disponíveis. Contudo, muitos preferem emprego fixo, com carteira assinada, mesmo que para isso assumam funções totalmente incompatíveis com a atividade de relações públicas.
O profissional que deseja atuar como relações-públicas precisa além de ter tido uma boa formação acadêmica ter como objetivo a permanente ampliação da qualificação do currículo. Há uma necessidade premente de qualificação e experiência profissional.
Na contemporaneidade, diversas áreas estão sendo abertas e apontadas para o exercício das relações públicas, a área de meio ambiente, com os programas de comunicação social impostos as organizações com condicionantes exigidas pelos órgãos ambientais; a área de saúde na atuação em hospitais, clínicas; no terceiro setor, nas ONGs que defendem as mais nobres causas sociais; no contexto digital, atuando nas mídias sociais; e ainda no âmbito acadêmico, no ensino, atuando como professor, ou, especificamente, na dedicação de pesquisas dos temas relacionados com a atividade.
Concluímos que, quando há uma percepção e comprovação de que o mercado de trabalho está aberto para o exercício da atividade e que as relações públicas tem um valor inestimável para a construção e manutenção dos relacionamentos da organização com os seus públicos estratégicos, se nota que o problema não está e nunca esteve definitivamente com as relações públicas, mas com os indivíduos que exercem a profissão.
Essa é uma questão essencial e necessita ser mudada. A propagação equivocada de um mercado retraído e não reconhecido pela sociedade, a falta de autoestima e pró-atividade dos estudantes e profissionais, além da fragilidade do Sistema Conferp - Conselho Federal de Relações Públicas, que não atua de forma efetiva para o fortalecimento das relações públicas são questões que podem determinar o futuro da profissão.
Cabe a nós, profissionais de relações públicas, enxergarmos o valor da atividade e percebermos a importância da nossa profissão, não somente para o futuro, mas também no contexto atual.
Esse texto foi anteriormente publicado no blog Comunidade RP Brasil.

* Marcello Chamusca é diretor geral do Portal RP-Bahia e atua como CEO da VNI Comunicação Estratégica e Digital e como consultor de Comunicação Social e Relações Públicas. É autor do livro 'Relações Públicas do Brasil' (2007); autor de mais de 50 artigos publicados em livros, periódicos científicos e sites especializados na área de comunicação e educação, além de diversos artigos apresentados/publicados em anais de eventos internacionais no Brasil e no exterior. É colunista do Nós da Comunicação.


GUSTAVO GOMES DE MATOS *



Dois macacos diante do computador conectado à Internet: 
- "Não se preocupe, ninguém vai perceber que somos macacos".

Vivemos a plenitude da sociedade informacional, bem distantes do que poderíamos chamar de era da comunicação.  Sofremos o impacto de um cruel paradoxo: excesso de informação e aumento da incomunicabilidade e da solidão. Muito barulho nas redes sociais e pouco relacionamento humano nas vidas pessoais e profissionais. Somos animados pelo marketing do espetáculo à satisfação dos desejos individuais e desestimulados a participar da evolução dos fatos pelo exercício da inteligência coletiva.

O mundo tecnológico amplia-se de modo espetacular e contínuo. Esbarramos no novo, somos atropelados pela informação, consumimos e somos consumidos por um mercado autofágico, o tempo todo. Globalizam-se os meios de comunicação, somos pontos de emissão e recepção instantâneos.

Tudo seria uma maravilha se não houvesse a barreira da relação humana, com o distanciamento cultural, o vazio de experiência em conviver, a falta de hábito de pensar, refletir e agir em equipe. A tecnologia põe as pessoas em contato, sem promover o relacionamento efetivo e afetivo. 

Muitas empresas ‘modernas’ têm centrais de informação que emitem atos administrativos; têm redes sociais, intranet, vídeo-jornal, revistas e mural eletrônico, reuniões regulares, teleconferências, eventos técnicos e culturais, cursos de desenvolvimento, seminários, palestras, workshops de capacitação e por aí vai. São empresas com comunicação nota dez? Não, na média, não vão além de mera nota 5!

São empresas excelentes em termos de tecnologia da informação, mas em matéria de comunicação e relacionamento humano estão completamente por fora. Em prejuízo do relacionamento, há a cultura subjacente do autoritarismo, conflitos de poder, competição predatória, ciúmes, ressentimentos e sabotagens, bloqueando a percepção, criando desavenças, estimulando antagonismos. A informação relevante é escamoteada.

Muitos executivos de organizações superinformatizadas afirmam que obtêm informações estratégicas da empresa para a qual trabalham ‘com os clientes externos ou através da mídia’. Outra dificuldade é que na enxurrada informacional não é fácil identificar o que não é ‘lixo’.

O conteúdo humano – pessoas se relacionando – é o fundamento de todo processo de comunicação. Sem ele existe muito monólogo, pouquíssimo diálogo e nenhuma interação.

Todos somos comunicadores, mas aqueles que fazem da comunicação compromisso profissional precisam estar conscientes e preparados para uma atividade cujo alcance e cujas responsabilidades influem decisivamente na maneira de ser de pessoas e organizações. 










* GUSTAVO GOMES DE MATOS

Jornalista, pós-graduado em administração de recursos humanos e especialização em economia. Consultor de Comunicação Empresarial, com 18 anos de atuação em grandes organizações do setor privado. Professor universitário e conferencista de Comunicação Corporativa, é autor dos livros 'A Cultura do diálogo', pela Editora Campus/Elsevier, e 'Comunicação sem complicação: como simplificar a prática da comunicação nas empresas', 2ª edição, pela Editora Manole. É autor, também, de obras institucionais, tais como: Visão de um empreendedor - na realização empresarial, uma razão de vida (Engemaq Indústria de Máquinas -RS); PUC-Rio 60 ANOS - uma história de solidez; e Décadas vitoriosas - a história dos 60 anos do Senai.


FONTE: NÓS DA COMUNICAÇÃO
Por Marcello Chamusca*

As relações corporativas se dão, em geral, baseadas em valores como competitividade e atributos individuais, tendo historicamente um predomínio da cultura darwinista, em que os mais fortes sempre se sobressaem aos mais fracos. Quando vamos refletir sobre essas relações noâmbito das mídias sociais, em que há um predomínio da cultura da colaboração e participação, percebe-se a necessidade de serem repensadas estruturalmente.
Para começar a se pensar as relações nesse novo âmbito é necessário se partir do pressuposto de que os processos de comunicação e relacionamento das organizações precisam se voltar para o estabelecimento de um ambiente de cooperação, ambiente esse que só pode ser atingido quando são instituídos instrumentos que permitem a interação requerida pelo novo perfil do “consumidor” da informação, e que visem, efetivamente, a qualidade da relações estabelecidas entre as organizações e seus públicos, dentro e fora do ambiente on-line.
É importante observar que, apesar das possibilidades de interações técnica e social das mídias digitais estarem à disposição das organizações, estas não têm sido convertidas em instrumentos efetivos de comunicação e relacionamento que possam conformar uma nova realidade informacional global para elas, a partir de intervenções práticas, específicas e sistemáticasnos territórios híbridos estabelecidos entre o espaço físico e o informacional.
que tem ocorrido, na grande maioria das organizações, é a importação de modelos decomunicação e de relacionamento do ambiente físico (off-linepara o ambiente virtual (on-line), semas devidas adaptações e o planejamento específico para a sua inserção na rede. Este é o grandeequívoco que deve ser revisto pelas organizações contemporâneas, sob pena de verem sucumbirseus projetos on-line, uma vez que o comportamento dos públicos de uma organizaçãofora edentro da rede, têm características totalmente diferenciadas.
Ao agir numa ambiência regida por uma determinada lógica, tomando como base uma outra lógica, que muitas vezes pode ser considerada antagônica a anterior, as organizações comentem um grave erro, visto que as suas ações se tornam desencaixadas, proporcionando os casos de fracasso que temos visto, aos montes, produzidos pelas empresas que se aventuram no ambiente ainda nebuloso das mídias sociais.
Por outro lado, é quase consensual a noção de que a participação das empresas nessa ambiência é condição sine qua non para sua sobrevivência em médio e longo prazos, uma vez que o fato da organização decidir atuar ou não nesse ambiente, não a exclui dele, pois diversos públicos com os quais ela se relaciona estarão lá, deixando as suas impressões, comentando as experiências que tiveram com os seus produtos e muitas vezes fazendo críticas ferozes, com a possibilidade de ser reverberada por centenas de milhares de pessoas que estão direta ou indiretamente ligadas à sua rede de relações. Tudo isso, sem a sua versão dos fatos, apenas sob o ponto de vista do crítico.
Nesse sentido, acredito que cabe especular que um possível caminho para as organizações seguirem nas mídias sociais é o de se despirem do conceito que sempre tiveram de mídia como ferramenta, ou seja, como algo que deve ser utilizado para solucionar problemas ou colaborar com a consecução de alguma das suas metas estratégicas. As mídias sociais não podem e não devem ser utilizadas como ferramentas. A lógica é outra. As mídias sociais são para se fazer parte, para se inserir, colaborar, participar, interagir...
Dito isso, para concluir essa breve reflexão, levanto uma tese, ainda um tanto quanto discutível, de que qualquer idéia de gestão desse processo pode se configurar em mero discurso retórico, afinal não temos como gerir algo que não nos pertence, em que somos apenas co-participantes, sem privilégios de acesso ou controle do processo. Talvez aí, por esse caminho, esteja um indício de um “lugar” mais seguro para se estabelecer relacionamentos corporativos no âmbito das mídias sociais.

*Marcello Chamusca é Coordenador da pós-graduação em RP da FBB; prof. do IFBA, FBB, F2J, FAB, Solaris e FJT; secretário da ALARP-Brasil; diretor do Portal RP-Bahia